Dos laboratórios experimentais à inovação cidadã

A versão mais recente do meu texto "Dos laboratórios experimentais à inovação cidadã" foi publicada no dossiê sobre Ciência Cidadã e Laboratórios Cidadãos, edição mais recente da Liinc em Revista. O texto foi produzido originalmente a pedido do Medialab Prado. Não traz muita coisa nova: é basicamente um resumo de textos publicados ao longo dos últimos anos (principalmente no site redelabs.org), e começa a perguntar se faz sentido tentar entender os labs experimentais como (proto-?) espaços de "inovação cidadã".

Como o site da Liinc está fora do ar, publiquei também cópias no archive.org, no Research Gate e Academia.edu.

Resumo

A imagem de laboratório cidadão tem sido utilizada para descrever um campo vasto de iniciativas que de fato compartilham características organizacionais, de repertório, aspirações e metodologias. As mesmas iniciativas também guardam entre si, entretanto, uma considerável diversidade, como resultado de diferentes processos de formação e consolidação. Neste texto, retrato um histórico relativamente recente - de mais de uma década - de projetos brasileiros que atuam em campos costumeiramente associados ao cenário que hoje vem sendo identificado com os laboratórios cidadãos. Para oferecer este panorama, faço uma compilação breve de trabalhos anteriores nos quais tratei da cultura digital brasileira, de laboratórios experimentais e de arranjos criativos em rede, em particular do ponto de vista das políticas públicas engendradas pelo Ministério da Cultura do Brasil. Este histórico sugere que parte considerável das iniciativas que hoje articulam um discurso de inovação cidadã no Brasil de hoje está na verdade enraizada em contextos socioculturais diversos e mais antigos. Reconhecer e dar visibilidade a esta bagagem só tem a contribuir para a relevância e a efetividade dos projetos de inovação cidadã, contrabalançando a relativa novidade desta nomenclatura. Aproveito ainda para trazer à tona novamente algumas recomendações anteriormente dirigidas à elaboração de políticas públicas de estímulo ao campo dos laboratórios experimentais, mas que podem também contribuir para estruturar o eventual fomento à inovação cidadã.